SEYDOU KEÏTA


Por Nabor Jr.
JULHO/2012


Aproveitando a divulgação dos nomes dos 110 artistas que estarão na 30ª Bienal de São Paulo, entre eles o brilhante fotógrafo angolano Ambroise Ngaimoko (1949–1999), do Studio 3Z, falaremos a respeito de um outro fotógrafo africano que muito influenciou o trabalho de Ngaimoko, o maliense Seydou Keita (1921- 2001), considerado o pai da fotografia africana e um dos maiores fotógrafos do século XX.


Famoso por seus panos de fundo decorativos, que ele renovava a cada dois ou três anos e que, posteriormente, lhe permitiu identificar o ano de cada uma das fotografias tiradas, Keita abriu seu estúdio em Bamako (capital de Mali), no ano de 1948. Retratista dos mais talentosos que a África já conheceu, daqueles que conseguem captar a alma do fotografado, fez belíssimos registros da sociedade maliana na transição da colônia francesa para capital independente (como é possível ver no ensaio ao lado).


Inicialmente formado por seu pai para ser carpinteiro, Keïta enveredou pela fotografia após tomar contato com a lendária Kodak Brownie Flash, em meados de 1935, oferecida por um tio.


Seus inúmeros clientes foram atraídos pela qualidade de suas fotos e seu grande senso estético. Entre eles fotografou jovens vestidos com roupas de estilo europeu. Outros clientes traziam consigo as roupas e acessórios com as quais queriam ser fotografados, mas Keita também tinha em seu estúdio uma boa seleção de roupas e acessórios - relógios, canetas, rádios, a até motos, que eram colocados à disposição. As mulheres vestiam roupas esvoaçantes que frequentemente cobriam suas pernas e colo, e só começaram a vestir roupas ocidentais no final dos anos 60.


Keita costumava trabalhar principalmente com luz do dia e por razões económicas fazia apenas um único click para cada imagem. Atualmente um dos principais prêmios da fotografia do continente africano leva o seu nome, o Prix Seydou Keïta.


Sua primeira exposição individual ocorreu em 1994, em Paris, na Fondation Cartier, seguindo-se várias outras em todo o mundo, entre elas destacam-se: “African Art Now: Masterpieces from the Jean Pigozzi Collection”, National Museum of African Art, Washington, D.C., 2006; “Keïta and Malick Sidibé”, The Sheldon Art Galleries, St. Louis, 2005; “5th Rencontres de la Photographie Africaine”, Bamako, Mali, 2003; “Rites Sacrés/Rites Profanes”, Maison Africaine de la Photographie, Bamako, Mali, 2003; “The Short Century: Independence and Liberation Movements in Africa, 1945 – 1994?, P.S.1, Nova Iorque, 2001; “Flash Afrique: Fotografie aus Westafrika, Kunsthalle”, Viena, Alemanha, 2001; “Voilà, Le Monde Dans La Tête”, Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Paris, França, 2000; “PhotoEspaña 99?, Madrid, Espanha, 1999; “Roteiros, Roteiros, Roteiros, Roteiros, Roteiros”, XXIV Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil, 1998; “Seydou Keïta: Portraits de 1949 à 1964?, Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, Paris, França, 1994.


+ SEYDOU KEITA
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