MUSEU AFRO BRASIL: 10 ANOS DE REINVENÇÕES DAS AFRICANIDADES



TEXTO OSWALDO FAUSTINO
DEZEMBRO/ 2014



Ser ou não ser? Para além do texto shakespeariano que, há mais de 400 anos, deixa essa dúvida no ar, o Museu Afro Brasil, exibe ao longo de uma década milhares de razões para se cultivar o orgulho de ser afro-brasileiro.


Diz a lenda que, antes de serem embarcados nos navios que os levariam para o lado oposto da Kalunga Grande – como era chamado o Oceano Atlântico – os homens e mulheres que foram sequestrados no continente africano para serem escravizados nas Américas, eram obrigados a dar algumas dezenas de voltas em torno do tronco de um imenso baobá, enquanto se negavam. Debaixo de chicotadas, caminhavam acorrentados em volta daquela árvore afirmando não serem quem eram até aquele momento: não terem os nomes que tinham, não acreditarem em seus deuses, não falarem suas línguas, não pertencerem a suas famílias e nações, não terem sua cultura original. Só então eram lançados no porão da embarcação para a longa travessia, sem volta para a quase totalidade.


Muita gente pode dizer que “é apenas uma lenda”. E pode ser mesmo. Porém, foi por causa dela que o baobá, árvore sagrada e símbolo de algumas nações africanas, ganhou o epíteto de “árvore do esquecimento”, mas que também lhe deu o caráter e a missão de ser guardiã das memórias daqueles milhões de africanos e africanas que para cá foram trazidos desde o século 16. Aqui, nas condições mais inóspitas, primeiro construíram uma colônia que propiciou grande riqueza para metrópole e depois ajudaram a construir uma Nação.


Quem olha para o Parque do Ibirapuera e avista próximo ao portão 10, aquela edificação com quase 12 mil metros quadrados, entre o auditório e o lago, também pode imaginar um imenso baobá, guardião dessas memórias e que as reinventa dia após dia. Isto, desde 23 de outubro de 2004, quando o antigo Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, onde funcionou a sede da Prefeitura de São Paulo, passou a abrigar o Museu Afro Brasil, um sonho de longa data de alguns artistas e intelectuais negros brasileiros, realizado graças à iniciativa e inventividade do escultor, desenhista, gravador, cenógrafo, pintor e museólogo Emanoel Alves de Araújo, seu diretor-curador desde então.


CONSTRUIR DESCONSTRUINDO


Desde sua inauguração, esse museu histórico, artístico e etnológico é apresentado não como algo definitivo, pronto, acabado, mas “em processo de construção”, cuja proposta básica é desconstruir o imaginário social sobre a população negra, associado à escravidão, pobreza e limitada capacidade intelectual, além de reforçar a autoestima dessa mesma população que, ao longo da história nacional, sofre a exclusão dessa própria história. Com um cunho educacional – apesar de não ser uma escola – e também transformador, propõe-se a promover a igualdade através da dignificação da diversidade e, assim, gerar um sentimento de pertencimento e respeito à matriz africana na formação da cultura brasileira.


Boa parte do seu acervo de mais de 6 mil obras é exibido permanentemente na Exposição de Longa Duração, que ocupa a parte superior do prédio e está dividida em seis núcleos: África: Diversidade e Permanência; Trabalho e Escravidão; As religiões afro-brasileiras; O sagrado e o profano; História e memória; Artes Plásticas: a mão afro-brasileira. Nesses ambientes a arte africana e a afro-brasileira – pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas como adereços e indumentárias de manifestações culturais – convivem com a produção artística erudita de negros e mestiços; com ferramentas e objetos que representam o trabalho e a criatividade dessa população ao longo da história; com suas crenças - tanto de matriz africana quanto cristã -; sua música; sua produção literária; e seus expoentes nas mais diversas atividades humanas. Interessante observar a proposta curatorial e disposição museológica de uma das salas da mostra permanente, conhecida como Navio Negreiro, o espaço quase sem iluminação, de aspecto sombrio, abriga um “esqueleto” de uma embarcação e reúne painéis fotográficos, instalação audiovisual e objetos que remetem as travessias dos escravos entre a África e as Américas.


O térreo e subsolo geralmente abrigam as exposições temporárias, exibindo artistas nacionais, internacionais e também grandes instalações, como O Sertão: da Caatinga, dos Santos, dos Beatos e dos Cabras da Peste, uma das maiores do ano de 2011 ocorridas na cidade de São Paulo. Nesse mesmo ano, o centenário de nascimento do argentino naturalizado brasileiro Carybé (Hector Julio Páride Bernabó), considerado “o mais baiano dos artistas”, ganhou duas exposições nesse museu: Grande Mural dos Orixás - Carybé e Deuses D'África - Visualidades Brasileiras. Entre outras exposições temporárias de grande repercussão que passaram pelo Museu, destaque também para Eu tenho um sonho: de King a Obama - a saga negra do norte, de 2009.


A CIRCUNSTÂNCIA DE OURIVES


Emanuel Araújo nasceu em 15 de novembro de 1940, em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, numa família com três gerações de mestres na arte ourivesaria – bisavô, avô, pai e tios. “Só não me tornei ourives porque meu pai me proibiu. Ele me queria advogado”, revela, e conta que sonhava em seguir a carreira familiar e, diante da proibição, ainda pré-adolescente, foi aprendiz de marceneiro, trabalhou em linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial de Santo Amaro da Purificação.
“Se eu tivesse nascido em São Paulo, eu seria produto de uma circunstância de São Paulo. Eu nasci em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. Sou, portanto, produto de uma circunstância de Santo Amaro da Purificação e da Bahia. Então o meu universo, num dado momento, vem daí, do que eu vi, do que eu vivi, do que eu senti, do que eu pude transformar”, explica. Outra circunstância é sua origem étnica brasileiríssima: pai cafuzo – a união entre negros e indígenas – e mãe mestiça de negros com brancos.


Foi com esse histórico e circunstâncias que jovem Emanuel Araújo desembarcou em Salvador na década de 1960, mas não atendeu ao anseio paterno. Ao invés do Direito, preferiu a Arquitetura que também trocou pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Em Salvador, se fascina com a arte e a agitação do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC/UNE), ligado ao Partido Comunista. “Eu não era do partido – enfatiza –, mas me encantava fazer teatro popular, teatro de rua, criar cenários, conviver com aquela juventude politizada”.


Enquanto isso, na UFBA, sua arte toma o rumo da gravura e forte influência da pop arte, do renascentismo de Leonardo da Vinci e da Escola de Fontainebleau, na França. Seu fazer artístico ganha um novo reforço: a paixão pelos museus, adquirida em viagens pela Europa e pelos EUA. E, através do cubismo de Pablo Picasso e Georges Braque, que se apropriam da ideia da geometria construtiva presente especialmente nas máscaras africanas e a “mesclam” com a arte europeia, Araújo começa a descobrir uma África empírica. “Eu não tinha ideia da África – confessa. Quando fui à Nigéria, em 1976, para o Festival de Arte Negra, vi certos artistas jovens africanos fazendo uma geometria que parecia com a minha. Então achei que, de certa forma, tinha um companheiro do outro lado do Atlântico, com as mesmas ideias. Não da África tradicional, mas de uma África já pensada, já elaborada através daquela geometria”.


O MEDO DA ÁFRICA


Dá para imaginar o que essas descobertas provocaram no coração e na mente daquele jovem artista, descobrindo-se como parte de uma escola artística construtivista com eco na terra de seus ancestrais. Foi isso que o motivou a unir à escultura que produzia com a questão religiosa da Bahia. Do culto afro-brasileiro aos orixás. Porém, a empolgação de Emanuel não teve longevidade: “Isso causou certo impacto, mas não foi adiante porque, como colonizado por europeus, o Brasil tem medo da África. Os que compram e vendem arte não querem se aliar a nada que lembre esse continente, por conta da ideia erroneamente construída sobre a África”.


Se o mercado estimula o artista a se afastar do continente africano, a vida e as novas circunstâncias o levam a mergulhar cada vez mais nas águas que amalgamam o sagrado com o profano. Ele vive a africanidade muito antes mesmo da viagem ao festival, quando teve sua iniciação no culto aos orixás e se aproximou de expressivas personalidades dessa religião de matriz africana, como Mãe Senhora, Maria Bibiana do Espírito Santo, iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador.


Outra inciativa do artista foi tornar-se um colecionador e ávido comprador de objetos artísticos e sagrados relacionados tanto a cultura negra, quanto a popular e a sacra, além de documentos históricos e arte indígena. “Este país é tão calhorda que até hoje não existe um museu dedicado exclusivamente à arte indígena”, comenta. A formação acadêmica e essas vivências foram fundamentais para exercer seu primeiro trabalho de museólogo, na direção do Museu de Arte da Bahia, entre os anos de 1981 e 1983.


Cinco anos depois, durante as comemorações do centenário da abolição da escravatura, Emanuel Araújo monta na Fiesp, em São Paulo, a antológica exposição A mão afro-brasileira (1). Ali estava a semente do que se tornaria, 16 anos depois o Museu Afro Brasil: “Essa exposição trazia minha pesquisa sobre compositores clássicos e populares, inventores, pintores, escultores, através de documentos, trabalhos e fotos. Naquele momento tínhamos muito poucos exemplos na arte moderna. Ainda não se falava em arte contemporânea. Tinham, por exemplo, Rubem Valentim, Manoel Bandeira, do Ceará, Agnaldo Manoel dos Santos, entre outros artistas”.


O QUE É A ARTE AFRO-BRASILEIRA?


Está aí uma pergunta que faz Emanuel Araújo parar para pensar. Depois, ele sorri e afirma: “Há tempos, eu pensava nessa questão da afro-brasilidade nas artes. Hoje já não penso mais. Acho que, dentro de algumas características em que nasça uma obra, ela pode ser ou pode não ser. Alguns artistas tem vínculo profundo com a questão das africanidades, até por instinto, ou por competência, por reflexão ou raciocínio, como Rubem Valentim. Outros, por compromisso étnico estético, como mestre Didi, Agnaldo Manoel dos Santos, ou como Maurino Araújo, de Minas Gerais, fortemente influenciado por Aleijadinho, mas que acrescentou na sua obra expressionista muito de África. Então esses artistas são exemplos, mas não quer dizer que outros tenham que ser afro-brasileiros em sua arte. O que seria afro-brasilidade, afinal?”


Para o diretor do Museu Afro Brasil, não é a maior pigmentação de pele, ou a descendência africana de quem produz arte que fará classificar sua produção como afro-brasileira: “Aí é querer trazê-lo para circunstâncias folclóricas, no sentido das manifestações populares, como a capoeira, a música popular, a poesia do folheto de cordel. Em especial se esse artista não é um primitivo, quer dizer, sem formação acadêmica, e sua arte é uma coisa de instinto. João Alves, Júlio Martins da Silva e Madalena Santos Reinbolt, a despeito de serem intuitivos, são também afro-brasileiros não só pela cor da sua pele, mas porque eles acrescentaram a suas obras aspectos íntimos e lúdicos de suas origens. Isso explica muitos artistas que estão aí”.


Ele afirma que não se pode dizer, por exemplo, que a arte dos irmãos João Timóteo da Costa e Artur Timóteo da Costa seja afro-brasileira, a despeito deles serem mulatos: “Eles são muitos mais voltados à sua formação eurocêntrica do que preocupados em procurar uma legitimidade africana. Mesmo porque para estes artistas e África sempre foi um passado muito remoto, no qual nem os próprios africanos puderam se expressar como uma cultura material, porque era proibido. E aqueles que tentaram tiveram sua obra destruída pelas batidas policiais”.


Percebendo a dúvida no olhar dos interlocutores, Emanuel parece divertir-se a concluir: “Acho que um pouco é isso: a arte afro-brasileira existe e não existe. Ela existe através desses exemplos que são quase que históricos hoje em dia, mas não se pode negar que um Estevão Silva, que é um pintor acadêmico, clássico, filho de escravos, e muitos outros artistas, como Manoel da Cunha que ele próprio foi escravo, deixassem transparecer na sua obra alguma coisa ligada à África. Porque a África que nós conhecemos é inventada para a gente. Não é uma África real, que está do lado de lá do Atlântico. Estevão Silva tem uma cor quente e a gente pode atribuir a ele alguns aspectos, além da sua própria origem. Mas isso não quer dizer que a arte dele seja afro-brasileira. É uma arte quente de um artista negro, com características de sua própria vivência”. A artista plástica soteropolitana Yedamaria, segundo ele, assim como muitos outros, pode ser enquadrada entre esses.


O RENASCIMENTO DA PINACOTECA


O edifício magnífico, projetado por Ramos de Azevedo, em 1895, ao lado do Jardim da Luz, e que desde 1905 abriga a Pinacoteca de São Paulo, o primeiro museu de arte da cidade, encontrava-se praticamente abandonado até início da década de 1990. Parecia um castelo mal assombrado, que funcionava como uma espécie de “depósito” de obras de arte, ocupado pela Escola de Belas Artes, sem qualquer preocupação de conservação. Em 1992, quando Emanuel Araújo assumiu sua direção, passavam por lá cerca de 100 visitantes por ano. Ele liderou uma gigantesca restruturação física e conceitual que colocou a Pinacoteca entre os mais importantes museus do Brasil, apto a abrigar importantes exposições nacionais e internacionais. Dez anos depois, ao deixar a direção da Pinacoteca, o número de visitantes anuais ultrapassava a casa de um milhão de pessoas.


Essa experiência seguiu-se da criação do Museu Afro Brasil, com uma doação inicial de Emanuel Araújo de 1.200 obras, às quais se juntaram posteriormente, fruto de uma nova doação de seu diretor, outras mais de duas mil. Tais inciativas e suas excelentes relações com dirigentes de alguns dos mais importantes museus do mundo, como o Rodin e Maillol, de Paris, o MoMa, de Nova Iorque, entre tantos outros, e o reconhecimento de artistas contemporâneos internacionais de grande expressão, como Niki de Saint Phalle que doou à Pinacoteca uma obra valendo alguns milhões de euros, renderam-lhe, em 2005, convite para assumir a Secretaria Municipal de Cultura, cargo do qual demitiu-se, poucos meses depois, por não aceitar, segundo ele, “ingerências políticas”.


DEZ + DEZ, O QUE ESPERAR?


A risada tonitruante de Emanuel Araújo ecoa pelos vãos do museu ao ser indagado sobre sua expectativa para os próximos dez anos da instituição, por onde já passaram mais de 1,5 milhão de visitantes em uma década: “Nem sei se estarei vivo até lá. Mas será talvez diferente. Este já é um museu diferente. É preciso entender que artistas, por alguma razão, já nascem com esse dom. Porém, a arte se aprimora muito lentamente, com muito estudo e dedicação. As famílias pobres têm a urgência da sobrevivência, nem sempre têm esse tempo para esperar que seus filhos se aprimorem. Daí a dificuldade da renovação. Mas as expectativas são as melhores. Hoje temos um grupo de jovens artistas negros e negras que romperam essa barreira, como o Sidney Amaral, a Rosana Paulino, o Thiago Gualberto e outros do Rio de Janeiro, da Bahia, de São Paulo, de Minas Gerais”.


Por sinal, em São Paulo, há um movimento liderado pelos artistas plásticos Moisés Patrício e Peter de Brito, chamado Presença Negra, que estimula estudantes, intelectuais e outros artistas afrodescendentes a frequentar galerias e museus para despertar ainda mais o amor pelas artes e criar uma certa “intimidade” com as artes plásticas e o fazer artístico. Ambos, e seus parceiros, também demostram grandes expectativas com relação ao futuro do Museu Afro Brasil.


Mas o sucesso da instituição não a livra de alguns males seculares. E Emanuel os relembra: “O mercado é preconceituoso, desconhece os artistas negros. A grande mídia também. Inauguramos grandes exposições aqui cuja repercussão midiática foi zero. As pessoas vêm ao museu muito mais pelo ‘boca a boca’, por incentivo de quem visitou e amou, do que por ter visto uma divulgação num veículo qualquer de comunicação. Cabe a este museu não só tenazmente fazer com que o Brasil conheça a África, mas fazer com que essa memória seja passada também para as pessoas menos informadas. Cada dia mais o museu tem o compromisso de mostrar também nossos artistas contemporâneos para que eles tenham aqui um ponto de partida, já que o museu está na maior das cidades da América Latina, uma das grandes cidades do mundo e muito bem localizado. Queremos aproximar aqui a arte negra brasileira do que se faz em arte hoje na África ou fora dela, por artistas africanos de reconhecimento internacional, na França, na Inglaterra, no mundo afora. E que eles possam passar uma referência contemporânea em arte africana”.


Para comemorar os primeiros dez anos do Museu Afro Brasil, Emanuel Araújo doou para seu acervo 242 obras: “Tenho sistematicamente o compromisso de fazer com que as lacunas desse museu sejam preenchidas. Seja do ponto de vista da arte africana, seja da arte popular, da erudita. Toda vez em que eu puder tirar do meu próprio sangue, como um pelicano, o que o museu precisa, eu faço e farei”.






NOTA DE RODAPÉ
(1) A exposição resultou num livro fundamental para a história e a memória negra em nosso País, intitulado: “A mão afro-brasileira. Significado da contribuição artística e histórica”.




OSWALDO FAUSTINO é jornalista, escritor, dramaturgo e roteirista, bacharel em Comunicações Sociais pela FIAM/FMU, pesquisa assuntos relacionados às questões étnico-raciais.


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MÁSCARA DO POVO EJAGHAN/EKOI. SEM DATA. NIGÉRIA. MADEIRA E COURO. 76 X 72 X 41 CM (ACERVO MUSEU AFRO BRASIL)
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DETALHE DA PINTURA DE SUZZANE BETOUS (ACERVO MUSEU AFRO BRASIL)
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FOTOGRAFIA DE WALTER FIRMO (ACERVO MUSEU AFRO BRASIL)
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EMANUEL ARAUJO, EM 1992, ENTAO DIRETOR DA PINACOTECA DE SÃO PAULO (FOTO CHUCK MARTIN)
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DETALHE DA PINTURA DE MAXIMO PUGLINI (ACERVO MUSEU AFRO BRASIL)
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DETALHE DO PAINEL LOCALIZADO NA ENTRADA DO NUCELO DE LONGA DURAÇÃO
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EMANUEL ARAUJO EM FOTOGRAFIA DE 2014 (FOTO MANDELACREW)
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DETALHE DA INSTALAÇÃO COMEMORATIVA AOS 10 ANOS DO MUDEU AFRO BRASIL
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DETALHE DA INSTALAÇÃO NAVIO NEGREIRO